sábado, 19 de maio de 2012

Quando Deus criou as mães


Quando
Deus criou as mães
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Diz uma
lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e
Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.



Em quê, afinal de contas,
ela era tão especial?




O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe
explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial
cuidado.




Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de
curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro
terminado.


Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que
agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para
que o almoço não queimasse.


Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse
catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo
e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e
magoada.


Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem
firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que
soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa
especial para a festinha da escola.


Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares
de olhos.
Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos
em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto
fechado.


Outro para ver o que não deveria, mas precisa
saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros
e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer
nenhuma palavra.


O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da
capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a
escovar os dentes e dormir, quando está na hora.


Um modelo delicado, com certeza, mas resistente,
capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os
filhos.


De superar a própria enfermidade em benefício
dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do
amor.


Uma mulher com capacidade de pensar e fazer
acordos com as mais diversas faixas de idade.


Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas
de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca
do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso
maior.


Uma mulher com lágrimas especiais para os dias
da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de
solidão.


Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar
canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho
arrependido pelas tolices feitas.


Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo
e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos
da vida.


Uma mulher. Uma mãe.


* *
*


Ser mãe é missão de graves responsabilidades e
de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor
e
conduzi-los ao bem.


Enquanto
haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de
alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o
anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem
felicidade e paz
.

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