quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Muito interessante.....

Memórias de um Suicida

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Memórias de um suicida é um romance psicografado pela médium espírita brasileira Yvonne do Amaral Pereira, cuja autoria é atribuída ao espírito do romancista português Camilo Castelo Branco.
O livro foi originalmente publicado pela Federação Espírita Brasileira em 1954, doze anos após sua conclusão, alegadamente pela obra não se enquadrar no perfil então habitual de romances espíritas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Noivado do Sepulcro

O Noivado do
Sepulcro

Soares de Passos

Vai alta a lua! na mansão da morte
Já meia-noite com vagar soou;
Que paz tranquila; dos vaivéns da sorte
Só tem descanso quem ali baixou.

Que paz tranquila!... mas eis longe, ao longe
Funérea campa com fragor rangeu;Branco
fantasma semelhante a um monge,

D'entre os sepulcros a cabeça ergueu.

Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celeste
Campeia a lua com sinistra luz;
O vento geme no feral cipreste,
O mocho pia na marmórea cruz.

Ergueu-se, ergueu-se!... com sombrio espanto
Olhou em roda... não achou ninguém...
Por entre as campas, arrastando o manto,
Com lentos passos caminhou além.

Chegando perto duma cruz alçada,
Que entre ciprestes alvejava ao fim,
Parou, sentou-se e com a voz magoada
Os ecos tristes acordou assim:

"Mulher formosa, que adorei na vida,
"E que na tumba não cessei d'amar,
"Por que atraiçoas, desleal, mentida,
"O amor eterno que te ouvi jurar?

"Amor! engano que na campa finda,
"Que a morte despe da ilusão falaz:
"Quem d'entre os vivos se lembrara ainda
"Do pobre morto que na terra jaz?

"Abandonado neste chão repousa
"Há já três dias, e não vens aqui...
"Ai, quão pesada me tem sido a lousa
"Sobre este peito que bateu por ti!

"Ai, quão pesada me tem sido!" e em meio,
A fronte exausta lhe pendeu na mão,
E entre soluços arrancou do seio
Fundo suspiro de cruel paixão.

"Talvez que rindo dos protestos nossos,
"Gozes com outro d'infernal prazer;
"E o olvido cobrirá meus ossos
"Na fria terra sem vingança ter!

– "Oh nunca, nunca!" de saudade infinda
Responde um eco suspirando além...
– "Oh nunca, nunca!" repetiu ainda
Formosa virgem que em seus braços tem.

Cobrem-lhe as formas divinas, airosas,
Longas roupagens de nevada
cor;

Singela c'roa de virgínias
rosas

Lhe cerca a fronte dum mortal
palor.


"Não, não perdeste meu amor jurado:
"Vês este peito? reina a morte aqui...
"É já sem forças, ai de mim, gelado,
"Mas inda pulsa com amor por ti.

"Feliz que pude acompanhar-te ao fundo
"Da sepultura, sucumbindo à dor:
"Deixei a vida... que importava o mundo,
"O mundo em trevas sem a luz do amor?

"Saudosa ao longe vês no céu a lua?
– "Oh vejo sim... recordação fatal!
– "Foi à luz dela que jurei ser tua
"Durante a vida, e na mansão final.

"Oh vem! se nunca te cingi ao peito,
"Hoje o sepulcro nos reúne enfim...
"Quero o repouso de teu frio leito,
"Quero-te unido para sempre a mim!"

E ao som dos pios do cantor funéreo,
E à luz da lua de sinistro alvor,
Junto ao cruzeiro, sepulcral mistério
Foi celebrada, d'infeliz amor.

Quando risonho despontava o dia,
Já desse drama nada havia então,
Mais que uma tumba funeral vazia,
Quebrada a lousa por ignota mão.

Porém mais tarde, quando foi volvido
Das sepulturas o gelado pó,
Dois esqueletos, um ao outro unido,
Foram achados num sepulcro só.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Barulho da Carroça



 Muito bonito...

 O barulho da    carroça...



Certa manhã, meu pai, muito sábio,      convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se      deteve  em uma  clareira e depois de um pequeno      silencio me perguntou:

Além do cantar dos pássaros, você      está ouvindo mais alguma coisa?
      Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia ....
      Perguntei ao meu pai:
      Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
      Ora, respondeu meu pai.
-É muito fácil saber que uma carroça está vazia      por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o  barulho que faz.

 
      Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais,      gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna,      prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo, e querendo demonstrar      que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de      ouvir a voz do meu pai dizendo:


Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...

Autor desconhecido

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mahatma Gandhi

Lindo...

E quantas vezes...

Feliz 2012

Àrvore

Toda árvore tem seu momento de esplendor,

fica linda, na renovação quando existe apenas os brotos,
mostra toda sua força quando esta com folhas grandes e viçosas.

e logo ela se torna há própria alegria com flores se preparando para fruto,
tua oferta de alegria, não importa quem a cultivou,
se foi apenas a chuva ou o vento, todos tem pra ela seu devido valor.

Porem há um momento em que ninguém a percebe,
quando ela de todo se entregou e deu de si tudo o que havia de melhor a dar...
folhas, flores e fruto.

Enfim... as folhas secam, murcham e caem...
e o que um dia foi tão belo se mostra apenas galhos .
Então ela fica desprotegida do vento e do sol.
é o frio que invade a vida da árvore.

É tempo de ficar inerte, se recolher, cuidar da seiva.
para de novo recomeçar e ser beleza pra quem sabe olhar.

Desconheço o autor deste texto, se alguem souber agradeço que diga para assim colocar aqui o seu nome, obrigada